04/04 Dia Nacional do Parkinsoniano

04/04 Dia Nacional do Parkinsoniano

A doença de Parkinson é a segunda desordem degenerativa mais comum após a doença de Alzheimer. Ela afeta entre 6 milhões de pessoas mundialmente, sendo 1-2% de indivíduos acima dos 65 anos de idade e, entre 3-5% daqueles acima dos 85 anos de idade.

A doença de Parkinson é uma enfermidade que foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo mémédico inglês James Parkinson. É uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa. Causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio além de alterações na fala e na escrita.

Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano. Quanto maior a faixa etária, maior a incidência da doença de Parkinson. De acordo com as estatísticas, na grande maioria dos pacientes, ela surge a partir dos 55-60 anos e sua prevalência aumenta aos 70-75 anos.

A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo.

A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados. Não consegue andar e conversar ao mesmo tempo nem realizar um movimento com a mão direita e outro com a esquerda.

Perdidos esses automatismos, para andar precisa pensar isoladamente em cada passo e, enquanto ocupa o cérebro com isso, não consegue fazer mais nada.Em geral, o que chama primeiro a atenção é um tremor leve e/ou uma perda do balanço de um dos braços durante a marcha. É importante ressaltar que, no começo, os sintomas não são simétricos.

Quase sempre ocorrem num só lado do corpo e, com o decorrer dos meses, às vezes dos anos, atingem o outro lado. O tratamento pode ser medicamentoso, psicoterápico e até cirúrgico em alguns casos. O tratamento medicamentoso é feito à base de drogas neuroprotetoras que visam a evitar a diminuição progressiva de dopamina, neurotransmissor responsável pela transmissão de sinais na cadeia de circuitos nervosos.

O tratamento psicoterápico ocorre em função da depressão, perda de memória e do aparecimento de demências e pode incluir a prescrição de medicamentos antidepressivos e de outros psicotrópicos.

Exercícios e Parkinson

A doença de Parkinson é a segunda desordem degenerativa mais comum após a doença de Alzheimer. Ela afeta entre 6 milhões de pessoas mundialmente, sendo 1-2% de indivíduos acima dos 65 anos de idade e, entre 3-5% daqueles acima dos 85 anos de idade.

Evidências consideráveis sugerem que a atividade física gera benefícios aos portadores, entre eles a melhora da função física e da qualidade de vida, além de influenciarem favoravalmente na progressão da doença. Uma meta-análise epidemiológica recente sugere que níveis moderados a vigorosos de exercícios físicos estão associados com uma redução no risco do desenvolvimento da doença de Parkinson.Alguns fatores podem contribuir para que estes pacientes não participem e/ou se beneficiem da prática de atividade física. Entre esses fatores incluem: hipotensão ortostática e disfunção da sudorese, dor, sintomas sensoriais, mudanças cognitivas, desordens de sono, fadiga, perda de motivação, ansiedade e depressão.

Fraqueza muscular na Doença de Parkinson é reconhecida como o sintoma primátio, um causa secundária de bradicinesia e um fator contribuinte da instabilidade postural. O risco de queda aumenta com a idade na população em geral e esse índice é ainda mais elevado nos pacientes portadores dessa doença. Esses pacientes também apresentam uma menor densidade mineral óssea de acordo com vários estudos de caso-crontrole.

Estudos com animais demonstraram a capacidade do cérebro em se reparar através do exercício. O exercício pode ser efetivo no estímulo da síntese de dopamina via aumento dos níveis séricos de calcio. O exercício aeróbico pode melhorar a função comportamental e cognitiva. Um exercício excelente para esse público é a dança visto que melhora a função motora/coordenação, cognitiva e cardiovascular.

Fadiga, depressão e Parkinson

Fadiga é muito comum em pacientes com Doença de Parkinson (DP) e afeta aproximadamente 37-56% ou mesmo dois terços desses pacientes. Esses pacientes que sofrem de fadiga a percebem como um sintoma o qual afeta muito o seu funcionamento no dia-dia. Alterações de humor como a ansiedade e a depressão estão associados com uma pobre qualidade de vida.

Os sintomas de depressão e fadiga estão simultaneamente associados com inúmeras doenças, mas em particular com o câncer, falha cardíaca crônica esclerose múltipla e DP. A severidade da doença não é um preditor de fadiga em termos de fadiga geral, fadiga física, atividade reduzida e fadiga mental.

A severidade da doença está diretamente influenciada pelos sintomas de depressão. Esses sintomas também determinam diretamente mais sintomas de motivação reduzida sem qualquer influência da severidade da doença. A fadiga na DP é geralmente considerada um sintoma não dopaminérgico.

Referências:

Parkinson.org.br

Exame

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